Eles dizem que houve troca de cadernos de prova e registraram ocorrência.
Fundação organizadora da prova informou que iria verificar o que ocorreu.
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Candidatos protestam diante da Faculdade Facitec,
um dos locais de prova do concurso do Senado
(Foto: Patrícia Alencar / G1)
um dos locais de prova do concurso do Senado
(Foto: Patrícia Alencar / G1)
Um grupo de cerca de 25 candidatos inscritos no concurso do Senado
registrou neste domingo (11) um boletim de ocorrência na 21ª Delegacia
de Polícia de Brasília reclamando de irregularidades na aplicação das
provas.
De acordo com os relatos dos candidatos, os cadernos de provas para o
cargo de analista de suporte e analista de sistemas foram trocadas em
quatro salas da Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas (Facitec),
um dos locais de prova em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília.
A assessoria da Fundação Getúlio Vargas, organizadora do concurso, não
tinha conhecimento do problema e informou que iria verificar antes de
responder.
O delegado de plantão, que recebeu a queixa, Rodrigo Sanches Duarte
afirmou que a organização do concurso e os candidatos serão ouvidos .
“Vamos apurar para ver se houve algum crime. É preciso intimar as partes
e analisar. Se houve o erro, essas pessoas teriam direito à indenização
pelo menos do valor da inscrição”, disse.
Os candidatos que denunciaram o problema disseram ter recebido a prova
errada às 15h30 e afirmaram que foram dispensados da prova pela
coordenação do concurso por volta das 16h10. Pelo edital, os candidatos
só poderiam sair a partir das 17h.
De acordo com relatos dos candidatos, o suposto erro foi constatado
porque, segundo eles, assunto da redação não condizia com o programa de
estudo previsto no edital.
“Mesmo assim a coordenadora de prova mandou a gente continuar a prova
sem um caderno de respostas. Quando percebemos o tamanho do problema,
falamos que não tinha como serem feitas as provas e decidimos parar
imediatamente”, afirmou Mário Higino, gerente de segurança da
Informação, que disputa uma vaga de analista de suporte no concurso.
“Já estava havia três anos estudando para esse concurso. Foi uma
dedicação praticamente exclusiva na reta final. Até tirei férias para me
dedicar aos estudos. É uma decepção muito grande o que aconteceu. Não
tem explicação. Queremos uma solução da FGV”, lamentou Sandro Pereira,
servidor do Ministério Público da União, que concorre a uma vaga de
analista de suporte no Senado.
Fonte G1
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